sábado, 25 de julho de 2009

Entrevista com Dr Chain- cirurgião chefe da Gastro - quem me operou


Técnica eficaz e barata

O gastrocirurgião Élinton Adami Chaim, do Hospital das Clínicas da Unicamp, afirmaO gastrocirurgião Élinton Adami Chaim: programa reduz bastante o risco de complicações pós-operatórias que a obesidade mórbida, só recentemente, passou a ser tratada como uma doença de saúde pública, devido ao aumento dos gastos do sistema de saúde e dos convênios médicos com complicações como diabetes, hipertensão, problemas ósseo-articulares, depressão e outros problemas emocionais graves, além de fatores econômicos como ausências no trabalho. “A partir daí, começou-se a falar cada vez mais em cirurgia de redução do estômago, principalmente na mídia, embora esse procedimento seja conhecido há quase meio século. A técnica mais utilizada surgiu há 20 anos, mas as cirurgias de obesidade são realizadas desde a virada para os anos 1960, com sucesso relativo”, lembra o médico.

Hoje, no Brasil, 30% da população apresenta excesso de peso e, dentro desta parcela, 10% são de obesos mórbidos. Chaim recorda que já se tentou substituir o termo obesidade “mórbida” por “severa”, o que não se popularizou na comunidade médica. “Isto porque a doença é realmente mórbida. Já temos estudos mostrando que, na faixa etária entre 20 e 55 anos, a probabilidade de esses doentes morrerem por causa das complicações é doze vezes maior em comparação a pessoas de mesma idade com peso normal. Também está demonstrado que os obesos mórbidos vivem 12 ou 15 anos a menos”, informa o gastrocirurgião Segundo ele, pessoas obesas com índice de massa corpórea (IMC) abaixo de 40, mas com problemas graves como diabetes e hipertensão de difícil controle, ou impedidos de andar por causa da obesidade, devem igualmente se submeter à cirurgia.

Técnicas – “A cirurgia não é simples. Sempre advertimos os pacientes de que não se trata de uma cirurgia plástica, estética, mas de uma intervenção drástica que implica em retirar a maior parte do estômago, o que pode trazer complicações”, afirma Chaim. Na técnica adotada pelo Ambulatório de Obesidade Mórbida do HC, o estômago, cujo volume médio nestes obesos é de 3.000 mililitros, tem esta capacidade reduzida para somente 30ml, o tamanho de um copo de café; além disso, é colocado um desvio no intestino, que perde três de seus oito metros de comprimento. “Reduzimos não apenas a capacidade de ingerir, mas também de absorção dos alimentos”, acrescenta o médico.

Existem outros tipos de cirurgia e de tratamento amplamente oferecidos por serviços particulares, já que se trata de uma patologia freqüente, mas que exigem boas condições financeiras. Élinton Chaim cita a chamada banda inflável, em que se coloca um anel no estômago por via videolaparoscópica, procedimento tecnicamente simples, mas pelo qual se cobra entre dois e três mil dólares. Em relação à preparação do paciente para a cirurgia bariátrica, é possível utilizar um balão intragástrico que o impede de comer em excesso, provocando o emagrecimento e diminuindo o risco de complicações pós-cirúrgicas, a um custo estimado em dois mil dólares.

“Apesar dos preços, os resultados das demais técnicas não são melhores do que a aplicada na Unicamp. Nosso programa é excelente e barato, assegurando o atendimento da população pobre”, diz o gastrocirurgião do HC. O médico informa que os resultados do programa de Unidade Disciplinar do Obeso serão apresentados num Congresso de Cirurgia Bariátrica em novembro, quando serão disponibilizados para as demais instituições e serviços do país.

1 comentários:

PROJETO CORRENTE DA PAZ disse...

Em junho deste ano, me submeti à cirurgia com Dr. Chaime sua fabulosa equipe. Estou muito satisfeita com o resultado. O trabalho na UNICAMP é maravilhoso e o Dr. Cahim é um profissional excemplar. Só tenho a agradecer a DEUS por esta oportunidade. E quem deseja mudar sua vida, encare este tratamento de forma SÉRIA pois é muito bom, mas é difícil e muda TOTALMENTE sua vida. O programa pré-operatório da UNICAMP é FUNDAMENTAL para o sucesso dó pós-operatório.
ESTOU MUITO FELIZ!

 

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